Epístola a Diogneto

A carta a Diogneto, datada de 130 d.C, é uma carta anônima; o remetente se identifica como um discípulo dos Apóstolos e alguns sugerem que o endereçado tenha sido o tutor de Marco Aurélio. A carta é, também, considerada um exemplo de apologética cristã, uma vez que procura defender o Cristianismo de seus acusadores.

Capítulo V – Os costumes dos cristãos

 Pois os cristãos não são distinguidos de outros homens pelo país, nem língua e nem pelos costumes que eles observam, pois eles nem habitam cidades deles mesmos, nem empregam uma peculiar forma de discurso nem ainda conduzem uma vida que é marcada por qualquer singularidade. O curso de conduta que eles seguem não foi concebido por nenhuma especulação ou deliberação de homens inquisitivos, nem fazem eles, como alguns, proclamando a defesa de meras doutrinas humanas. Entretanto, habitando a Grécia bem como as cidades bárbaras, de acordo com a condição determinada de cada um, e seguindo os costumes dos nativos com relação a roupa, comida e o resto da conduta habitual, eles mostram pra nós o maravilhoso e reconhecidamente impressionante método de vida deles. Eles moram em seus próprios países, mas simplesmente como peregrino. Como cidadãos, eles compartilham todas as coisas com os outros, e ainda assim suportam todas as coisas como forasteiros. Toda terra estranha é para eles como terra nativa e toda terra nativa como a de estrangeiros; eles casam, assim como todos os outros, eles geram filhos, mas não destroem suas proles. Eles tem uma mesma mesa, mas não uma mesma cama; estão na carne, mas não vivem após a carne; passam os dias na terra, mas são cidadãos dos céus; obedecem as leis prescritas e ao mesmo tempo superam a lei por suas vidas; eles amam todos os homens e são perseguidos por todos; eles são desconhecidos e condenados; são condenados à morte e restaurados à vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; estão em falta de tudo e ainda abundando em tudo; são desonrados e ainda em sua própria desonra são glorificados; são mal falados e ainda assim justificados; são injuriados e abençoam; são insultados e pagam o insulto com honra; fazem o bem, mas são punidos como malfeitores. Quando punidos, se regozijam como se despertados à vida; são assaltados pelos judeus como forasteiros e são perseguidos pelos gregos, mesmo assim, aqueles que os odeiam são incapazes de atribuir qualquer razão ao ódio.

Schaff, Philip (1819-1893). Anti-Nicene Fathers: Epistle to Diognetus. Christian Classic Ethereal Libray. Vol 1. Pag 80.

Traduzido por Diego de Andrade. afeicoesdoevangelho.wordpress.com.

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O afeições do evangelho foi criado com o propósito de incentivar as pessoas a buscarem conhecer e viver o Evangelho Cristocêntrico, como fizeram uma grande nuvem de testemunhas (Hebreus 12.1) em outras gerações. Solus Christus!
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