Credo Niceno – 381 d.C

A história da Igreja nos traz alguns Credos e Confissões que nos ajudam a entender doutrinas básicas da fé. Um excerto de A. A. Hodge nos ajuda a compreender melhor a importância deles:

“É um fato que a Igreja tem avançado muito gradualmente no trabalho da interpretação acurada da Escritura e na definição de grandes doutrinas que compõem o sistema de verdade que ela revela. A atenção da Igreja tem sido especialmente direcionada para o estudo de uma doutrina em uma época e de outra doutrina em outra, e como ela tem, portanto, gradualmente avançado no discernimento claro da verdade do evangelho, ela tem em diferentes períodos estabelecido uma declaração acurada de resultados de suas novas realizações em um Credo ou Confissão de Fé com o propósito de preservação e instrução popular”.

Lembrando que mesmo sendo importantes, elas nunca devem substituir as Escrituras como regra de fé e conduta.

O credo Niceno foi realizado pela primeira vez em 325 d.C e recebeu esse nome por ter sido realizado em Niceia, Bitínia. Nas versões revisadas foram vistas questões quanto a pessoa e divindade do Espírito Santo (381 d.C) e  a cláusula filioque (do Filho) referindo-se a procedência do Espírito Santo no Terceiro Concílio de Toledo em 589 d.C.

O Credo Niceno

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos. Deus de Deus, Luz da luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, da mesma substância do Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: Se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.

Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, conforme as Escrituras; E subiu aos céus, onde está assentado à direita de Deus Pai. Donde há de vir, em glória, para julgar os vivos e os  mortos; e o Seu reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai e do Filho2; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele falou pelos profetas.

Creio na Igreja Una, Santa, Católica1 e Apostólica. Confesso um só batismo para remissão dos pecados. Espero a ressurreição dos mortos; E a vida do mundo vindouro.

Amém.

Nota:

1 – Universal
2- O “filioque” (do Filho) foi aceito pelas igrejas Ocidentais após o Terceiro Sínodo de Toledo na Espanha em 589.

Referência:

A. A. Hodge. A Short History of Creeds and Confessions. Retirado de A Puritan’s Mind.

Veja também:
O Credo da Calcedônia – 451 d.C
O Credo de Atanásio – 500 d.C

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O afeições do evangelho foi criado com o propósito de incentivar as pessoas a buscarem conhecer e viver o Evangelho Cristocêntrico, como fizeram uma grande nuvem de testemunhas (Hebreus 12.1) em outras gerações. Solus Christus!
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