Daniel Rowland: O Whitefield do País de Gales – Parte 2

Nós chamamos a atenção ao poder que acompanhou seu ministério. Muito raramente ele pregava sem ganhar a completa atenção de seus ouvintes. Por toda sua carreira ele era vestido com poder do alto e com unção do Senhor, mas em algumas ocasiões surgia o que era chamado ‘reavivamento’. Esse ‘reavivamento’ era um descer do fogo divino em maior intensidade que o normal, transformando toda multidão em chama. O ímpio balançaria como as folhas de Aspen, a boca do piedoso seria cheia com cânticos e canções. Somos perfeitamente satisfeitos que esses reavivamentos venham de Deus diretamente, os frutos que se seguiam prova isso inegavelmente. É inútil criticá-los num espírito mundano; a carne não tem direito de julgar a obra do Espírito Santo.

Há relatos de muitos desses reavivamentos surgindo em Llangeitho. Um começou pouco tempo antes de Rowland ser expulso da Igreja1. Ele estava na parte do culto onde a Liturgia é lida. Quando proferindo as palavras “Por tua agonia e gotas de sangue, por tua cruz e paixão, por tua preciosa morte e sepultamento, por tua gloriosa ressureição e ascensão, e pela vinda do Espírito Santo, Bondoso Senhor, livrai-nos,” uma estranha influência caiu em seu espírito, seu tom estava mais derretido, sua voz mais trêmula com emoção. A congregação inteira foi atingida pela mesma influência, eles viram-no como quem tinha sido perfurado e choraram por ele como quem chora por seu único filho, mas rapidamente a manhã tornou-se indescritível glória. Esse reavivamento se espalhou através de grandes áreas da região. Outro reavivamento irrompeu em Llangeitho em 1762 depois da publicação da coleção dos hinos de William Williams intitulado Caniadau y Rhai sydd ar y Môr o Wydr [Os cânticos daqueles que estão no mar de vidro]. Em cantar esses gloriosos hinos que são tão cheios de visões exaltadas e evangélicas, as almas dos crentes eram preenchidas com adoração e a alegria se espalhava por todas as áreas circundantes; mas o maior reavivamento ocorreu logo depois da expulsão de Rowland, quase como se o Senhor estivesse expressando publicamente Seu prazer na coragem e autonegação de seu servo. É chamado “O Grande Reavivamento” porque espalhou-se pela maior parte do Sul de Gales e grandes partes do Norte de Gales, e era o meio de trazer milhares aos pés do Salvador. Nathaniel Rowland lembrou o começo do reavivamento durante o sermão de seu pai. Seu relato é como segue:

A capela inteira pareceu como se fosse preenchida com algum elemento supernatural e a congregação inteira foi tomada com emoções extraordinárias, milhares deles, com lágrimas jorrando sobre suas faces, alguns evidentemente do excesso de pranto, outros pelo transbordar de alegria; alguns quebrados e contritos com arrependimento e outros regozijando-se na esperança da glória.

Nathaniel Rowland relatou que essa luz começou a brilhar no culto quando Daniel Rowland referiu-se ao verso do Evangelho de Mateus “Eu Te agradeço, oh Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste essas coisas dos sábios e entendidos e revelaste-as às criancinhas. Sim, ó Pai, porque assim pareceu bom aos Teus olhos.” Um raio atingindo o meio da congregação pareceu surgir das palavras; centenas de pessoas ficaram cegas pelo brilho da luz, o efeito era tão direto, poderoso e triunfante que é inútil tentar descrevê-lo. É dito que esse reavivamento ajudou muito a dissipar o depressivo e desconsolado sentimento que tinha resultado da ruptura que ocorreu entre Rowland e Howell Harris. Os efeitos que acompanharam esses reavivamentos foram incríveis. Alguns desmaiaram, outros rompiam em gemidos e choro de terror e agonia de mente, como se o Juiz estivesse a porta, enquanto de  outros se ouvia o romper do louvor e alegria em terem sido salvos da boca da morte. Durantes esses dias, muitos frequentemente retornariam para suas casas de Llangeitho, alguns a pé outros em cavalos, homens e mulheres, meninos e meninas, cantando e regozijando, para que suas vozes fossem carregadas para longe pela brisa. Assim é como Williams os descreve:

“Toda multidão está voltando pra casa num glorioso estado de espírito, tendo repartido suas responsabilidades, deixaram suas cargas de culpa atrás; quilômetros de estrada cheia de cânticos, abundante louvor ao cordeiro até as pedras estéreis e vales, eco com som de alegria.”

Daniel Rowland não foi deixado sem honra terrena, por todos os danos do Bispo de St David e do clero. Por volta do tempo de seu despejo ele foi feito capelão ao Duque de Leinster, um dos mais honoráveis do Conselho Privado de Sua Majestade no reino da Irlanda. Não é conhecido quais serviços eram requeridos dele nesse escritório, mas provavelmente forneceu substancial ajuda por ajudar a ele e sua família.

Nota: 1. Igreja-Estado da época, Igreja Anglicana.

Ver também: Daniel Rowland: O Whitefield do País de Gales – Parte 1

Morgan J., John; Morgan, William. The Calvinistic Methodist Father of Wales. Volume 1. Traduzido para o inglês por John Aaron. Banner of Truth Trust, 2008. P. 84,85.

Traduzido com permissão. © Banner of Truth Trust. All rights reserved. Website: www.banneroftruth.co.uk.

Traduzido por Diego de Andrade. afeicoesdoevangelho@gmail.com. Original: Daniel Rowland: O Whitefield do País de Gales – Parte 2

Advertisements

About afeicoesdoevangelho

O afeições do evangelho foi criado com o propósito de incentivar as pessoas a buscarem conhecer e viver o Evangelho Cristocêntrico, como fizeram uma grande nuvem de testemunhas (Hebreus 12.1) em outras gerações. Solus Christus!
This entry was posted in Século XVIII. Bookmark the permalink.

One Response to Daniel Rowland: O Whitefield do País de Gales – Parte 2

  1. Pingback: Daniel Rowland: O whitefield do País de Gales – Parte 3 | Afeições do Evangelho

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s