Reavivamento na Irlanda do Norte

O interesse no reavivamento norte-americano, generalizado em 1857, foi tão abrangente que o Sínodo Presbiteriano da Irlanda, na assembleia geral de Dublin em 1858, separou duas sessões das conferências para que fosse discutido o tema do reavivamento. A assembleia indicou dois de seus principais ministros, o Dr. William Gibson e o ver. William Mcclure para ir à Nova York participar da reunião de oração, investigar o reavivamento e voltar com um relatório.

O professor William Gibson, eleito no ano seguinte moderador do sínodo, fez esta descrição: “Muitas convicções ocorrem nessas reuniões. De uma até dez ou doze pessoas são atraídas pelo Espírito de Deus mediante a palavra e a oração desses irmãos honrados. Até mesmo homens fortes cambaleiam e caem sob o peso dos pecados da sua consciência. Uma grande fraqueza física se segue. Toda a estrutura treme. Oh! É uma visão comovedora de assistir. Torcendo as mãos, com lágrimas correndo pelo rosto e um ar de angústia indizível, eles confessam seus pecados em tons de indiscutível sinceridade, suplicando a misericórdia do Senhor com todas as forças do seu coração… Ouvi esse grito como jamais o ouvira antes: ‘Senhor Jesus tenha piedade da minha alma pecadora; Senhor Jesus venha para o meu coração ardente; Senhor, perdoe os meus pecados. Oh, venha e me livre dessas chamas do inferno!’”

“Essas convicções variam de indivíduo para indivíduo, tanto em força como em duração. Embora alguns obtenham paz e fé logo depois da sua convicção, outros não conseguem isso senão depois de alguns dias”.

Em Setembro de 1857, quatro jovens irlandeses haviam começado uma reunião de oração semanal… Em fins de 1858, o grupo tinha uma frequência média de 50 pessoas… O reavivamento propagou-se rapidamente em Uslter (Irlanda do Norte). Notícias de convicção intensa de pecado e conversões gloriosas chegavam a toda hora. Em Ballymena, um homem de 31 anos caiu subitamente de joelhos na rua, gritando em agonia como se alguém o tivesse atacado. Pessoas correram de todas as direções, esperando encontrar uma vítima de um crime. Durante dez minutos ele gritou: “Impuro! Impuro! Deus tenha piedade de mim, pecador!” O temor reverente de Deus tomava conta das pessoas. Pecadores indiferentes eram quebrantados e choravam como crianças. Muitas vezes as pessoas não dormiam por duas ou três noites. Cultos domésticos se intensificaram. O reavivamento desceu repentinamente sobre a cidade, choro e oração encheram as ruas e quase todas as casas.

Wesley Duewel. O Fogo do Reavivamento. Editora Candeia, 1998.

Traduzido por Neyd Siqueira.

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