Vivendo em Comunidade

“Imaginem que esse espaço na quadra de futsal, menor que 1 m², é um barco e vocês – cerca de vinte pessoas divididas em dois grupos – terão de entrar nele, ninguém poderá ficar do lado de fora e mais uma coisa, todos deverão ficar por um minuto dentro do barco”. O desafio estava lançado, o coordenador continuou orientando a dinâmica e, enquanto isso, olhávamos uns para os outros com olhos arregalados pensando como iríamos fazer aquela façanha naquele espaço tão pequeno.

Tomando cuidado para não sair da zona delimitada, pois caso isso acontecesse voltaríamos ao início da contagem, parecendo uma equipe de ginástica rítmica, os menores eram carregados pelos maiores, outros se apoiavam nas pontas dos pés, uns eram segurados por mãos que até hoje não se sabe de onde vinham, mas que os ajudava a permanecer no “barco”… Enfim, depois de muito esforço finalmente os dois grupos conseguiram alcançar seu objetivo, ufa! Ao voltarmos para sala discutimos sobre a dinâmica e tocou-se em pontos que poderíamos tirar como lição, uma das que me marcaram foi que a todos nós precisamos da ajuda dos outros.

Geralmente em nossa vida temos essa tendência de ir para os extremos, o meu era de sempre querer ajudar as pessoas, lembro que alguém falou durante a conversa: “Precisamos ser referência para outras pessoas”, e é realmente isso o que eu procuro fazer em minha vida cristã, ou seja, viver e agir de maneira que as pessoas vejam um exemplo a ser seguido, uma referência para os mais novos e para os da minha idade. Contudo, há outro lado da história que eu pareci ter esquecido, e percebi isso quando fui confrontado com a frase: “Precisamos de referências em nossas vidas”, embora todos concordem com essa verdade e que isso pareça tão básico e óbvio, refleti por um instante e procurei em minha cidade, em minha igreja e entre meus amigos alguém que eu pudesse considerar uma referência para mim, alguém que eu pudesse compartilhar minhas tristezas, confessar minhas culpas (Tiago 5.16) e pedir orientação, entretanto, simplesmente não encontrei em minha memória. Mas a grande questão é que eu não me recordei não porque não houvesse alguém em potencial para isso, mas sim pela minha dificuldade em se abrir com outra pessoa, em sentir no outro essa confiança.

Nesse dia eu aprendi que todos estão em um mesmo barco e somente quando nos seguramos firmemente uns aos outros, quando nos dispomos a ajudar nosso companheiro e a permitir ser ajudado por ele como comunidade, permaneceremos firmes no mesmo propósito de ter o caráter de Cristo em nós aperfeiçoado.

Escrito por Diego Pereira de Andrade.

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O afeições do evangelho foi criado com o propósito de incentivar as pessoas a buscarem conhecer e viver o Evangelho Cristocêntrico, como fizeram uma grande nuvem de testemunhas (Hebreus 12.1) em outras gerações. Solus Christus!
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